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	<title>Script - Daniel Herculano</title>
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		<title>Nine</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 14:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Musical Desconexo 
Era para ser mágico. Uma reinvenção de 8 ½ de Felinni (1963) com base num musical para a Broadway de 1982. Um elenco dos sonhos (Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Kate Hudson, Judi Dench, Sophia Loren), produção hollywoodiana, e um diretor expert em musicais. Mas toda a pompa de Nine [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Musical Desconexo </strong></p>
<p>Era para ser mágico. Uma reinvenção de <em>8 ½ de Felinni</em> (1963) com base num musical para a Broadway de 1982. Um elenco dos sonhos (Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Marion Cotillard, Kate Hudson, Judi Dench, Sophia Loren), produção hollywoodiana, e um diretor expert em musicais. Mas toda a pompa de <strong>Nine</strong> (Nine, 2009) de Rob Marshall ficou mais na pose de bonito do que qualquer outra coisa. O drama existe, mesmo com diálogos irregulares, mas o musical é completamente desconexo.</p>
<p>Quando um diretor de cinema (Day-Lewis) entra em crise criativa, busca equilibrar as mulheres da sua vida. A mulher e ex-estrela (Cotillard), a amante coadjuvante em seus filmes (Cruz), a musa difícil (Kidman, aparece pouco, não pode fazer muito), a assistente que funciona como consciência (Dench, uma dama), uma jornalista espoleta (Hudson, perdida), as lembranças da mãe (Loren) e da prostituta visceral (Fergie).</p>
<p>A produção classe A desvia um pouco nossa atenção, mas a maioria absoluta dos números – que não fazem parte do filme, mas surgem como musicais isolados – são uma lástima. Existem homenagens e menções à Fellini, como o cartaz do seu último filme e a cena ao lado de uma fonte (referência s <em>A Doce Vida</em>, de 1960), o corte de cabelo de sua esposa, a lá Giulietta Masina (esposa de Fellini), a amante que aparecia em seus filmes e os estúdios de Cinecittá.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-696" title="nine_01" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_01.jpg" alt="" width="450" height="663" /></a><br />
Day-Lewis é um ator fenomenal, mas aqui canta mal, acende um cigarro e faz gênero o tempo todo, coitado. Cruz está engraçada e exagerada, parece um repeteco de <em>Vicky Cristina Barcelona</em>, mas sem o frescor de antes. Sophia Loren muito mal aproveitada e relegada a um fantasma sem função real. Já Fergie vai bem como a prostituta voluptuosa na única oportunidade que tem.</p>
<p>Apesar da letra mais ou menos, gostei da energia de “Cinema Italiano”, mas o melhor tudo é Marion Cotillard como a esposa traída. Suas falas, sua dor expressa em lágrimas e atitudes, simplesmente genial. Seu número também é um arraso. E pensar que a indicada ao Oscar de coadjuvante foi Penélope Cruz, que perdeu, assim como as outras três indicações do musical (figurinos, direção de arte &amp; cenários e canção original – “Take It All”) que ficaram pelo caminho.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-697" title="nine_02" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_02.jpg" alt="" width="451" height="277" /></a></p>
<p><strong>Nine</strong> foi merecidamente um dos fracassos artísticos (e também com baixa bilheteria) mais visíveis da temporada, e em determinado momento seu protagonista Guido (Day-Lewis) canta pedindo ajuda a sua Mama (Loren), a qualquer um, mas já é tarde, e nem Mama salva. E até a formação de um mosaico com todos os personagens da trama (se é que se pode chamar) poderia funcionar e até emocionar, mas tudo parece ser uma colagem sem conjunto. Por querer ser demais, não é tanto assim. Apenas nove invertido.</p>
<p>P.S: o falecido Anthony Minghella (vencedor do Oscar de direção por <em>O Paciente Inglês</em>, 1996) estava bem envolvido na produção. Foi homenageado como co-roteirista, dividindo o crédito com Michael Tolkin. Mas nunca saberemos o quanto há dele aqui.</p>
<p><strong>NOTA: 6,0</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong></p>
<p>Filmografia do diretor <strong>Rob Marshall: </strong><em>Memórias de uma Gueixa</em> (2005), e indicado Oscar e Globo de Ouro pela direção de <em>Chicago</em> (2002), vencedor do Oscar de filme e Globo de Ouro de musical/comédia;</p>
<p>Outras atuações premiadas com o elenco de <strong>Nine</strong>: <strong>Daniel Day-Lewis</strong> venceu o Oscar por <em>Meu Pé Esquerdo</em> (1989) e <em>Sangue Negro</em> (2007); <strong>Nicole Kidman</strong> venceu o Oscar por <em>As Horas</em> (2002); <strong>Marion Cotillard</strong> venceu o Oscar por <em>Piaf &#8211; Um Hino ao Amor</em> (2007); <strong>Penélope Cruz</strong> venceu o Oscar de coadjuvante por <em>Vicky Cristina Barcelona</em> (2008); <strong>Judi Dench</strong> venceu o Oscar de coadjuvante por <em>Shakespeare Apaixonado</em> (1998); <strong>Kate Hudson</strong> indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro de coadjuvante por <em>Quase Famosos</em> (2000); <strong>Sophia Loren</strong> venceu o Oscar por <em>Duas Mulheres</em> (1961);</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_03.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-698" title="nine_03" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/03/nine_03.jpg" alt="" width="451" height="667" /></a></p>
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		<title>Guerra ao Terror</title>
		<link>http://script.blogueisso.com/2010/02/24/guerra-ao-terror/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 13:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vício Frenético
Esqueça as regras. Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008) de Kathryn Bigelow merece um estudo de caso. Produção de baixo orçamento (cerca de U$ 11 milhões) teve uma arrecadação idem (com pouco mais de U$ 12 milhões nos EUA). Nos festivais por onde passou foi aplaudido e teve uma carreira vitoriosa, com destaque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/Guerra-ao-terror-poster.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-686" title="Guerra ao terror poster" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/Guerra-ao-terror-poster.jpg" alt="" width="470" height="684" /></a></p>
<p><strong>Vício Frenético</strong></p>
<p>Esqueça as regras. <strong>Guerra ao Terror (The Hurt Locker, 2008)</strong> de Kathryn Bigelow merece um estudo de caso. Produção de baixo orçamento (cerca de U$ 11 milhões) teve uma arrecadação idem (com pouco mais de U$ 12 milhões nos EUA). Nos festivais por onde passou foi aplaudido e teve uma carreira vitoriosa, com destaque em  Veneza. No Brasil está disponível para locação desde maio do ano passado. Mas depois das nove indicações ao Oscar 2010, incluindo melhor filme, direção, roteiro original e ator (Jeremy Renner), e de ter concorrido aos três principais Globos de Ouro (filme-drama, direção e roteiro), o drama de guerra chega aos cinemas como um dos melhores do ano.</p>
<p>Estamos no Iraque ocupado pelos americanos. William James (Jeremy Renner) é um exímio desarmador de bombas (na sua contagem já foram 873 desarmadas), que parece não ter mais nada a perder. É que para ele a guerra é uma droga. Vicia. Ô vício frenético! Seu contraponto é o segundo em comando Sargento  Sanborn (Anthony Mackie), cauteloso e racional em ação. Para completar temos Owens Eldridge (Brian Geraghty), um soldado raso com medo da morte. E no final das contas, apesar de todas as cascas, camadas, embalagens, posicionamentos e posturas, quem é que não tem?</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-688" title="hurtlocker_01" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_01.jpg" alt="" width="390" height="581" /></a></p>
<p>Sim, é sobre desarmar bombas e viver com o risco a cada momento. Mas não espere explosões a cada cena, ou firulas típicas de filmes de ação. A composição aqui é maior. É mais humano que acelerado. Usa a tensão para apresentar uma visão particular e diferente da guerra. E mesmo num local ocupado, e dito pacificado, a morte pode estar em cada esquina. Enterrada no meio do nada, dentro de carros, homens e até crianças bomba. Não há ufanismo americano, nem é a favor da guerra.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_29.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-692" title="hurtlocker_29" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_29.jpg" alt="" width="419" height="279" /></a></p>
<p>A estética de sol estourado e deserto infernal aparecem sem dó, ajudando a compor um clima hostil, inseguro e de desconforto. Primorosamente técnico, tem na sua direção viril uma das maiores qualidades, e pode dar à Bigelow a honra de ser a primeira mulher a ganhar o Oscar.  Acostumada em acelerar (vide <em>Caçadores de Emoção</em>), trabalhar com a tensão (<em>K-19</em>) e ser artística (<em>Estranhos Prazeres</em>), consegue dosar aqui tudo numa mesma obra. Sua brutalidade reflete no tom semi-documental, com o recurso câmera (tremida) na mão e edição (bem) cortada e contada em missões/dias que restam para o fim do serviço militar.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/103607_003_g.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-690" title="103607_003_g" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/103607_003_g.jpg" alt="" width="420" height="279" /></a></p>
<p>Mesmo não aparecendo tanto, existem momentos para a trilha (precisa) brilhar. Como na cena do chuveiro, a qual Jeremy Renner toma banho de roupa e tudo depois de (mais) uma situação limite. E por falar em Renner, aliada a composição de um personagem que guarda suas angústias numa caixa, brilha (e muito) desde a primeira cena, quando insurge durante sua operação de debut na nova equipe.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/103607_017_g.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-691" title="103607_017_g" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/103607_017_g.jpg" alt="" width="419" height="278" /></a></p>
<p>Anthony Mackie como seu contraponto está bem seguro, fazendo frente à bela atuação do protagonista. Pontas de luxo de Guy Perce, o primeiro desarmador de bombas, Ralph Fiennes, um mercenário do deserto, e David Morse, um coronel impressionado com o histórico de bombas desarmadas por Renner. Já Evangeline Lilly não tem muito que fazer como a esposa do protagonista.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/thehurtlocker_02.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-689" title="thehurtlocker_02" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/thehurtlocker_02.jpg" alt="" width="390" height="605" /></a></p>
<p>O letreiro inicial já prega o aviso. A guerra é uma droga. E ao final de <strong>Guerra ao Terror</strong> tudo fica claro em relação ao vício belicista personificado por Jeremy Renner. Tem gente que curte fazer compras, outros vivem negociando. Para ele seu maior incentivo é continuar desarmando bombas e guardando seus componentes, uma a um, como se fosse cada momento de sua vida de risco.</p>
<p><strong>NOTA: 9,4</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong></p>
<p><strong>As indicações ao Oscar 2010: </strong>filme, direção, ator, roteiro original, edição, fotografia, trilha sonora, som e edição de som;</p>
<p><strong>Filmografia selecionada da diretora Kathryn Bigelow: </strong><em>Jogo Perverso</em> (1989); <em>Caçadores de Emoção </em>(1991); <em>Estranhos Prazeres</em> (1995); <em>K-19</em> (2002);</p>
<p>Outras recomendações com o elenco de <strong>Guerra ao Terror: Jeremy Renner </strong>em <em>Extermínio 2</em> (2007);<strong> Anthony Mackie </strong>em <em>Controle Absoluto</em> (2008);<strong> David Morse </strong>em <em>Paranóia</em> (2007);<strong> Guy Pearce </strong>em <em>Amnésia </em>(2000); <strong>Ralph Fiennes </strong>indicado ao Oscar e Globo de Ouro de coadjuvante por <em>A Lista de Schindler </em>(1993); <strong>Evangeline Lilly</strong> é a Kate na série de TV <em>Lost</em> (2004~2010);</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_2009.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-687" title="hurtlocker_2009" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/hurtlocker_2009.jpg" alt="" width="470" height="372" /></a></p>
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		<title>Por Uma Vida Melhor</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 09:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Autodescobertas
Do premiado diretor Sam Mendes, Por Uma Vida Melhor (Away We Go, 2009) é um ótimo drama intimista, inédito nos cinemas do país, mas já disponível nas locadoras.

Namorados de longa data, os apaixonados Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph) descobrem que vão ser pais. Verona perdeu os pais há alguns anos, e Burt descobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Autodescobertas</strong></p>
<p>Do premiado diretor Sam Mendes, <strong>Por Uma Vida Melhor</strong> (Away We Go, 2009) é um ótimo drama intimista, inédito nos cinemas do país, mas já disponível nas locadoras.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/por-uma-vida-melhor.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-681" title="por uma vida melhor" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/por-uma-vida-melhor.jpg" alt="" width="219" height="320" /></a><br />
Namorados de longa data, os apaixonados Burt (John Krasinski) e Verona (Maya Rudolph) descobrem que vão ser pais. Verona perdeu os pais há alguns anos, e Burt descobre que os seus (Jeff Daniels e Catherine O´Hara) vão morar na Bélgica nos próximos dois anos. Em busca de apoio familiar e na ânsia de compartilhar as novas experiências com amigos, viajam à procura de um novo lar.</p>
<p>Mas no caminho tudo que encontram são pessoas bem diferentes de si, com conselhos e experiências bem peculiares, como um casal zen (Maggie Gylenhaal e Josh Hamilton) bem esquisito. Suas perguntas são respondidas aos poucos, com a vivência genuína brotando na tela. O que o bacana <em>Juno</em> (2007) tinha de irreal, esse tem de legítimo. Funciona até mesmo como se a personagem do primeiro tivesse crescido de verdade, sem as firulas e a marra de bem resolvida com as quais que se apresenta.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/awaywego_08.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-683" title="awaywego_08" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/awaywego_08.jpg" alt="" width="400" height="263" /></a><br />
Descubra o drama – com toques inteligentemente cômicos – com um casal de protagonistas maravilhosamente seguros, um elenco de apoio de primeira (Jeff Daniels, Catherine O´Hara, Maggie Gylenhaal, Cris Messina, Josh Hamilton e Allison Janney), um roteiro verdadeiro e humano e uma bela trilha sonora. <strong>Por Uma Vida Melhor</strong> é uma ótima opção para entrar na viagem da estrada de autodescobertas, e é como o amigo (Cris Messina) que mora no Canadá diz no belo discurso, que para viver sua própria felicidade basta melar tudo com muito amor. E isso está dentro de cada um.</p>
<p><strong>NOTA: 8,5</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong></p>
<p><strong>Extras: </strong>Making Of/Bastidores, um especial sobre como o filme foi ecologicamente produzido e comentários do diretor e dos roteiristas;<br />
<a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/awaywego_04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-682" title="awaywego_04" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/awaywego_04.jpg" alt="" width="400" height="266" /></a><br />
Na sua estréia, <strong>Sam Mendes</strong> ganhou o Oscar de diretor em <em>Beleza Americana</em> (1999), eleito também melhor filme. Assinou também <em>Estrada Para Perdição</em> (2002), <em>Soldado Anônimo</em> (2005) e <em>Foi Apenas um Sonho</em> (2008);</p>
<p>Outras recomendações com o elenco de <strong>Por Uma Vida Melhor</strong>: <strong>John Krasinski</strong> em <em>O Amor Não Tem Regras</em> (2008); <strong>Maya Rudolph</strong> em <em>Como se Fosse a Primeira Vez</em> (2004); <strong>Jeff Daniels</strong> indicado ao Globo de Ouro de ator (comédia/musical) por <em>A Lula e a Baleia</em> (2005); <strong>Maggie Gyllenhaal</strong> indicada ao Globo de Ouro de atriz (comédia/musical) por <em>Secretária</em> (2002); <strong>Catherine O´Hara</strong> em <em>Desventuras em Série</em> (2004); <strong>Cris Messina</strong> em <em>Julie &amp; Julia</em> (2009); <strong>Josh Hamilton</strong> em <em>Vivos</em> (1993); <strong>Allison Janney</strong> em <em>Juno</em> (2007);</p>
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		<title>Preciosa &#8211; Uma História de Esperança</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Feb 2010 12:12:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[
Preciosíssimo Drama
Indicado ao Oscar 2010 de filme, direção, atriz, atriz coadjuvante, roteiro adaptado e edição, Preciosa – Uma História de Esperança (Precious – Based on the Novel Push by Sapphire, 2009) de Lee Daniels é um drama preciosíssimo. Baseado numa história real transporta o espectador para uma realidade difícil, mas que não incomum tanto nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-674" title="precious 1" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious-1.jpg" alt="" width="405" height="598" /></a></p>
<p><strong>Preciosíssimo Drama</strong></p>
<p>Indicado ao Oscar 2010 de filme, direção, atriz, atriz coadjuvante, roteiro adaptado e edição, <strong>Preciosa – Uma História de Esperança (Precious – Based on the Novel Push by Sapphire, 2009)</strong> de Lee Daniels é um drama preciosíssimo. Baseado numa história real transporta o espectador para uma realidade difícil, mas que não incomum tanto nos guetos americanos, quanto em de países de terceiro mundo.</p>
<p>Sua protagonista é negra. Pesa mais de cem quilos. Não sabe escrever direito e tem notas baixas no colégio. Abusada sexualmente pelo pai – que é o pai de sua primeira filha, nascida mongolóide (como é dito no longa) – esperando um segundo filho do mesmo violentador e cansada de apanhar da mãe (Mo´Nique), Preciosa (Gabourey Sidibe) recebe ajuda de sua professora (Paula Patton, boa atuação).</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious_3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-677" title="precious_3" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious_3.jpg" alt="" width="405" height="599" /></a></p>
<p>Pela sinopse descrita até parece um dramalhão sem fim&#8230; Mas aqui a dignidade e a inteligência transparecem a cada seqüência, a cada momento, a cada segundo. Não há pieguice e sim a força da realidade que faz com que nossos olhos transbordem de lágrimas com vontade. São sentimentos tão verdadeiros quanto sua história de busca pela auto afirmação, na vontade de se ter auto estima e viver dignamente com o amor que lhe é oferecido e conquistado.</p>
<p>O que dizer das interpretações? São como vidas refeitas, representadas com a própria pele da adolescente Gabourey Sidibe (indicada ao Oscar de atriz) e da horrenda mãe personificada por de Mo´Nique, favoritíssima ao Oscar de atriz coadjuvante. Palmas de pé para as duas, por favor. E acredite, sem vaidades, os astros da música Mariah Carey e Lenny Kravitz fazem pequenos, mas dignos papéis, como uma assistente social e um enfermeiro respectivamente.</p>
<p><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-676" title="precious_2" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/precious_2.jpg" alt="" width="405" height="590" /></a></p>
<p>Tão potente quanto uma bomba atômica (só que de sentimentos), exala a compaixão poderosa pelo amor próprio e destrói qualquer durão com seu poder dramático do bem. Como uma força da natureza, que me fez tremer a alma, soluçar de choro e aplaudir de pé, <strong>Preciosa</strong> é positivamente devastador. De metáforas tão lindas quanto sua alma pura, e de sonhos tão sinceros quanto impossíveis, mas que ainda assim transmite sua felicidade momentânea. E ao final nos presenteia pela simples oportunidade de conhecer não somente sua história de vida, mas o ser humano realmente humano que dá prazer em ter em nossas mentes e corações, cheios de sentimentalidades originais e não pasteurizadas.</p>
<p><strong>NOTA: 9,0</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong></p>
<p><strong><a href="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/monique.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-675" title="monique" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/monique.jpg" alt="" width="410" height="230" /></a><br />
</strong></p>
<p><strong>Curiosidades: </strong>no filme de estréia do diretor <strong>Lee Daniels – </strong><em>Matadores de Aluguel</em> (2005), a favorita ao Oscar de coadjuvante <strong>Mo´Nique</strong> (foto acima) faz o papel de uma moça chamada Preciosa; <strong>Paula Patton </strong>atuou em <em>Deja Vu</em><em> </em>(2007) e <em>Espelhos do Medo</em> (2008);</p>
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		<title>Amor Sem Escalas</title>
		<link>http://script.blogueisso.com/2010/02/07/amor-sem-escalas/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 18:35:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada Cai do Céu
Apesar do bobo e açucarado título nacional, não se engane com o ótimo Amor Sem Escalas (Up in the Air, 2009) de Jason Reitman. É um drama. Tem um pouco de comédia, ácida por sinal. Mas também da uns pegas no romance. Mas acima de tudo é um filme adulto, que fala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-666" title="upintheair_01" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/upintheair_01.jpg" alt="upintheair_01" width="440" height="651" /><strong>Nada Cai do Céu</strong></p>
<p>Apesar do bobo e açucarado título nacional, não se engane com o ótimo <strong>Amor Sem Escalas (Up in the Air, 2009)</strong> de Jason Reitman. É um drama. Tem um pouco de comédia, ácida por sinal. Mas também da uns pegas no romance. Mas acima de tudo é um filme adulto, que fala com inteligência. Atual – seu protagonista trabalha demitindo empregados de empresas à beira da falência – e com ótimas interpretações de George Clooney, cada vez mais galã, Vera Farmiga, com uma sensualidade madura, da novata Anna Kendrick e de um elenco de apoio muito bom.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-667" title="clooney" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/clooney1.jpg" alt="clooney" width="450" height="269" /></p>
<p>A abertura é fantástica, voando por aí, com vistas e vistas. Preparando minuciosamente sua bagagem percebemos que seu mundo não é o mesmo em que vivemos. Sua vida é estar no ar, nas nuvens. Check in nas companhias aéreas, nos hotéis. Cartão de milhas, de empresas de locação de carros, de hotéis e mais hotéis. É cliente VIP por onde passa. Mas o que dizer de uma pessoa que passa mais de 300 dias por ano viajando? Bem ele mesmo diz que certo ano, teve de passar 47 dias miseráveis em sua casa. Suas rotinas são como leis. Até quando encontra uma mulher interessante numa de suas viagens (Vera Farmiga) e pretende repetir o encontro, tudo tem de ser marcadinho. Dia, horário, hotel&#8230; E quando Ryan Binghan (Clooney) tem de levar uma novata (Kendrick) para aprender seu trabalho, tudo se torna mais difícil.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-669" title="vera" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/vera.jpg" alt="vera" width="450" height="300" /></p>
<p>Clooney trabalha com seu sex appeal e seu poder de persuasão a favor de um personagem sem amarras e que não visita nem a família. De fala firme e postura sólida, ele constrói um homem com lampejos de adolescente, equilibrando sucesso no trabalho com descontração nos (poucos) momentos livres. Repare em seu apartamento. É frio, branco, vazio, sem qualquer identidade. Parece que ninguém mora ali. E não é? Perfeito. Perdeu o Globo de Ouro, mas concorre ao Oscar de ator pela boa atuação.<img class="aligncenter size-full wp-image-668" title="anna" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/anna.jpg" alt="anna" width="400" height="351" /></p>
<p>Farmiga está melhor que Kendrick, e ambas estão indicadas ao Oscar de atriz coadjuvante, mas com sabor de vitória pela indicação. Amor sem Escalas também concorre como melhor filme do ano, direção (Jason Reitman) e roteiro adaptado, pelo qual é (merecido) favorito, num total de seis indicações. Tem um final que pode não agradar aos mais doces, mas que corajosamente foi feito para refletir e mostrar nada cai do céu, e que a felicidade na sua vida vai acontecer como você mesmo a projetou. Então viva.</p>
<p><strong>P.S.:</strong> O capitão do avião (Sam Elliott) que vem falar com George Clooney, num momento de conquista pessoal, me remeteu direto ao clássico Capitão Nemo&#8230;</p>
<p><strong>NOTA: 8,8</strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-670" title="jason reitman" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/02/jason-reitman.jpg" alt="jason reitman" width="450" height="300" /><br />
</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong></p>
<p><strong>Filmografia selecionada do diretor Jason Reitman: </strong>indicado ao Oscar de direção por <em>Juno</em> (2007) – que também concorreu como melhor filme – estreou na direção de longas com o aplaudido <em>Obrigado por Fumar</em> (2005);</p>
<p>Outros filmes com o elenco de <strong>Amor Sem Escalas: </strong></p>
<p><strong>George Clooney</strong> vencedor do Oscar de coadjuvante por <em>Syriana</em> (2005); <strong>Vera Farmiga </strong>em <em>Os Infiltrados</em> (2006); <strong>Anna Kendrick </strong>em <em>Crepúsculo</em> (2008); <strong>Jason Bateman</strong> em  <em>O Reino</em> (2007); <strong>Sam Elliot </strong>em <em>Obrigado por Fumar</em> (2005); <strong>J.K. Simmons </strong>em <em>Juno</em> (2007); <strong>Zack Galifianakis </strong>em <em>Se Beber</em><em>, Não Case!</em> (2009);</p>
]]></content:encoded>
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		<title>(500) Dias com Ela</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 13:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Indie-Nerd-Geek-Cool
(500) Dias com Ela (500 Days of Summer, 2009), de Marc Webb, é o tipo do filme do qual não se pode falar mal. É uma hype. Como uma música do Los Hermanos há 10 anos atrás. Está tudo no seu devido lugar. Como a casa que você arruma para receber ilustres amigos. Ou mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-660" title="500daysofsummer_02" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/500daysofsummer_02.jpg" alt="500daysofsummer_02" width="440" height="650" /></p>
<p><strong>Indie-Nerd-Geek-Cool</strong></p>
<p><strong>(500) Dias com Ela</strong> (500 Days of Summer, 2009), de Marc Webb, é o tipo do filme do qual não se pode falar mal. É uma hype. Como uma música do Los Hermanos há 10 anos atrás. Está tudo no seu devido lugar. Como a casa que você arruma para receber ilustres amigos. Ou mesmo quem você deseja impressionar. Os livros mais interessantes ficam todos juntos. Como o roteiro que escolhe as palavras para se fazer casual, legítimo, verdadeiro. Os DVDs com os filmes cults e edições especiais têm prateleiras próprias. Como as imagens que são cuidadosamente editadas aleatoriamente. Ou como os cabelos que você geralmente despenteia para parecer mais cool. Um tapetinho esperto ali, um adorno acolá. Casal escolhido certeiramente. Ela (Zooey Deschanel), o sonho de todo indie-nerd-geek-cool do mundo, com suas duas bolas azuis gigantescas a nos enfeitiçar. Ele (Joseph Gordon-Levitt) é um indie-nerd-geek-cool do bem. Inteligente, culto, mas bem frágil. Bem, ela é ele e ele é ela na relação. E a trilha sonora para receber bem? Separar só CDs bacanas à vista de todos (incluindo a trilha daquele filme cult que todo mundo conhece), e se fazer um playlist selecionadíssimo para tocar a noite inteira. No filme a mesma coisa. Escolheram as músicas the best of para conquistar qualquer um que goste do retrô ao atual mundo moderninho da música. E como a história é de um rapaz que encontra uma garota, o gênero só poderia ser uma comédia romântica. Mas antes que sonhemos com um final feliz, e só para reafirmar que ao fazer diferente o igual é que as coisas são mais queridas, o narrador já avisa: não há um happy end. E sem esquecer de servir as bebidas e os aperitivos para acompanhar, é impossível que todos não saiam da sua casa felizes, talvez bêbados, queridos e com vontade de voltar por causa da boa recepção, do clima festivo e do astral positivo que sua casa oferecia. Como ao fim do longa. Impossível não ver sorrisos, a alegria estampada nos rostos, comentários positivos e vontade de ter a trilha sonora para si. Ou mesmo ver de novo. Agradar as pessoas é fácil, basta dar a elas o que estão esperando. Só faltou o algo mais para realmente surpreender. Ah, e o Outono/Autumn parece ser bem mais sóbrio e estável que o Verão/Summer. Não entendeu? Basta assistir&#8230;</p>
<p><strong>NOTA: 8,0</strong></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS </strong></p>
<p>Prêmios: <strong>(500) Dias com Ela</strong> tem até aqui sete prêmios e outras 15 indicações. Entre as principais, indicado ao Globo de Ouro de filme (comédia ou musical) e ator (comédia ou musical) para Joseph Gordon-Levitt; Seu diretor (Marc Webb) foi eleito revelação do ano pelo National Board of Review; Está entre os possíveis concorrentes ao Oscar 2010;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-661" title="daysofsummer_02" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/daysofsummer_02.jpg" alt="daysofsummer_02" width="440" height="292" /><br />
Outras recomendações com o elenco de <strong>(500) Dias com Ela</strong>: Zooey Deschanel (Summer) em <em>Sim, Senhor</em> (2008); Joseph Gordon-Levitt (Tom Hansen) em <em>10 Coisas que eu odeio em você</em> (1999); Minka Kelly (Autumn) em <em>O Reino</em> (2007); Richard McGonagle (narrador) em <em>Regras do Jogo</em> (2000);</p>
]]></content:encoded>
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		<title>OS MELHORES (E PIORES) FILMES DE 2009</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 12:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[OS MELHORES (E PIORES) FILMES DE 2009
A sétima arte é o principal ponto da coluna Script, que escrevo para O Povo On Line (www.opovo.com.br) desde agosto de 2006. Semanalmente resenho filmes em cartaz nos cinemas, e em 2009 busquei também abrir espaço para lançamentos em DVD e Blu-Ray, para quem não vai ao cinema, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>OS MELHORES (E PIORES) FILMES DE 2009</strong></p>
<p>A sétima arte é o principal ponto da coluna Script, que escrevo para <strong>O Povo On Line</strong> (<a href="http://www.opovo.com.br/">www.opovo.com.br</a>) desde agosto de 2006. Semanalmente resenho filmes em cartaz nos cinemas, e em 2009 busquei também abrir espaço para lançamentos em DVD e Blu-Ray, para quem não vai ao cinema, mas ainda assim não dispensa um bom filme no conforto de sua casa.</p>
<p>O ano de 2009 já foi, mas ainda não o esqueci. Como faço todo ano, publico aqui a lista dos melhores e piores do ano da coluna Script, por Daniel Herculano. Depois de quase 250 filmes na cabeça é chegada a hora de expor aplausos e embaraços mais diversos possíveis, e além da lista também destaco outras recomendações (e não-recomendações). E aproveitem, já que vários deles estão disponíveis nas locadoras.</p>
<p>Sempre lembrando: os elegíveis da lista são longas-metragens, que estrearam comercialmente nos cinemas do Brasil do dia 1 de janeiro até 31 de dezembro de 2009 (não vale mostras especiais ou festivais de cinema), independente do ano de produção dos mesmos. Por isso não estranhe a inclusão de filmes de anos anteriores (que estrearam somente em 2009) e a possível ausência de prováveis indicados e/ou vencedores do Oscar 2010, ainda a estrear.</p>
<p>As listas seguem abaixo:</p>
<p align="center"><strong>OS MELHORES FILMES DE 2009</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-652" title="2" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/2.jpg" alt="2" width="440" height="653" /></p>
<p><strong>10. Intrigas de Estado (State of Play, 2009) </strong>de Kevin Macdonald, é um excelente emaranhado de informações, que envolve (com gosto) política, jornalismo (sobretudo o investigativo), o mundo corporativo e o jogo de interesses que corrói todas as relações do poder. A adaptação de uma minissérie inglesa traz um elenco afiado (Russell Crowe, Ben Affleck, Helen Mirren, Robin Wright), drama e suspense em doses bem distribuídas, perspicaz e de substância crítica. É a prova que ainda existe vida no cinema para cabeças pensantes ou que existem cabeças pensantes que dão vida ao cinema? Como preferirem;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-644" title="amantes_09" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/amantes_09.jpg" alt="amantes_09" width="444" height="317" /></p>
<p><strong>9. Amantes (Two Lovers, EUA, 2008)</strong> de James Gray. Joaquim Phoenix declarou que essa seria sua última atuação no cinema. Muita gente não acreditou, e se realmente for vale cada segundo na tela. Na pele de um bipolar controlado que se deixa levar para um relacionamento com a bela e agradável filha do sócio de seu pai (Vinessa Shaw), mas que ao conhecer por acaso sua vizinha (Gwyneth Paltrow), põe em cheque suas escolhas de vida. Parafraseando Zélia Bastos: “inevitavelmente nos faz lembrar que homens não escolhem muita coisa, deixam que a vida e/ou as mulheres o façam por eles”. Um drama romântico humano, simples e cheio de verdades, basta encará-las;<img class="aligncenter size-full wp-image-651" title="1" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/1.jpg" alt="1" width="440" height="328" /></p>
<p><strong>8.</strong> <strong>Sinédoque, Nova York</strong> <strong>(Synecdoche, New York, EUA, 2008)</strong> é espantoso e auto-referencial. Seu sensacional roteiro que aborda o poder da criação, onde a vida de um autor teatral é representada, adaptada num roteiro em tempo real. Num efeito espelho onde sua vida (e as de quem a habitam, compõem, esbarram ou até mesmo são apenas extras) é uma peça ao vivo, com o teatro, o cinema e a representação da vida, saboreadas indescritivelmente juntas. Estréia na direção de Charlie Kaufman, vencedor do Oscar de roteiro original por <em>Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças</em> (2005);</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-645" title="district 9_7" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/district-9_7.jpg" alt="district 9_7" width="445" height="249" /></p>
<p><strong>7.</strong> <strong>Distrito 9 (District 9, EUA/Nova Zelândia/África do Sul, 2009)</strong> de Neill Blomkamp. Como se fora um apartheid entre alienígenas e humanos, que se enfrentam sem dó nem piedade, num derramamento de sangue impressionante. Aqui não tem nada bonitinho, tudo é sujo e possivelmente real. Se antes eram os negros, agora os atingidos são os Ets, pejorativamente chamados de “camarões” pelos humanos. Ficção pensante, com roteiro corajoso, que tem coragem de falar apenas a verdade: que o seu humano não cansa de ser egoísta, mesquinho, medroso e preso a qualquer tipo de amarras, sejam elas sociais, financeiras ou psicológicas. Indicado ao Globo de Ouro de roteiro;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-653" title="3" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/3.jpg" alt="3" width="444" height="663" /></p>
<p><strong>6.</strong> <strong>Valsa Com Bashir (Waltz with Bashir/Vals Im Bashi, Israel, 2008)</strong> de Ari Folman, nada mais é do que um libelo (psicodélico) pela paz. E espetacular. Com imagens tingidas de dor, mas também cravejadas de criatividade, acompanhamos o próprio diretor em busca da reconstrução de suas memórias. Na tela, as cores, os sons e as imagens nos transportam para um sonho (ou seria pesadelo?) onde parecia ser tudo, exceto a realidade. De arregalar os olhos, de apertar o coração e de arrepiar a alma. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro e vencedor do Globo de Ouro;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-646" title="quem quer ser um milionario_5" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/quem-quer-ser-um-milionario_5.jpg" alt="quem quer ser um milionario_5" width="445" height="324" /></p>
<p><strong>5.</strong> <strong>Quem Quer ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Reino Unido, 2008)</strong> de Danny Boyle, não é sobre dinheiro, apesar de ter um possível milionário como protagonista. Também não se trata de pobreza, mesmo se passando nas favelas de Mumbai, na Índia. A obra é sobre um milhão de sentimentos e atinge direto ao coração, uma prova de que não ganhou somente vários prêmios pelo mundo (incluindo oito Oscars – filme, diretor&#8230;), mas principalmente conquistou a admiração dos espectadores que se entregaram à alegria de acreditar na felicidade novamente;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-654" title="4" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/4.jpg" alt="4" width="445" height="221" /></p>
<p><strong>4. O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA, 2008)</strong> de David Fincher. Essa superprodução vencedora de três Oscars (Direção de Arte &amp; Cenários, Maquiagem e Efeitos Especiais) não é apenas feita de técnica. Assim como seu protagonista, nasceu para emocionar com sua mágica vida incomum, seja ela do fim até o início ou do início até o fim. Porque não importa onde começa e nem onde termina a viagem. E sim o quê se aprende, e como vivenciamos durante todo o percurso;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-647" title="a partida_03" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/a-partida_03.jpg" alt="a partida_03" width="445" height="356" /></p>
<p><strong>3.</strong> <strong>A</strong><strong> Partida (Okuribito/Departures, Japão, 2008)</strong> de Yôriro Takita. É um drama de minúcias, e constrói suas emoções assim como os orientais elaboram todo e qualquer tipo de trabalho, com cuidado, carinho e atenção. Tachado de surpresa, venceu o Oscar de filme estrangeiro em 2009, mas é tão espetacular onde até uma pedra é capaz de emocionar. A pedra-carta em questão traz lembranças à tona, encharcados de sentimentos antes perdidos no tempo. Ao assistir é como se fôssemos acariciados com o conjunto de belíssimas imagens e trilha sonora, capazes de repensar a vida, redescobrir alegrias e desenterrar sentimentos;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-655" title="inglouriousbasterds_16" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/inglouriousbasterds_16.jpg" alt="inglouriousbasterds_16" width="444" height="664" /></p>
<p><strong>2.</strong> <strong>Bastardos Inglórios (Inglorius Basterds, EUA/Alemanha, 2009)</strong> de Quentin Tarantino. A Segunda Guerra Mundial é campo para destilar sua violência cômica. Não é história, é cinema. Maiúsculo e dos bons, como há algum tempo não se via. Concorreu à Palma de Ouro em Cannes, mas levou o prêmio de melhor ator para Christoph Waltz, o soberbo vilão. Brad Pitt está ótimo, armado de bigodinho retrô-brega, faca e metralhadora. Indicado ao Globo de Ouro de filme (drama), ator coadjuvante (Waltz &#8211; que venceu), direção e roteiro (Tarantino), deve emplacar também indicações ao Oscar;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-648" title="avatar_1" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/avatar_1.jpg" alt="avatar_1" width="445" height="250" /></p>
<p><strong>1.</strong> <strong>Avatar (Idem, EUA, 2009)</strong> de James Cameron. Preparados para uma viagem inesquecível? Bem vindos à Pandora. Uma ficção científica de revoluções por minuto, provando mais uma vez que quando sentamos numa poltrona de cinema podemos viajar para outros mundos. E mesmo irreal, transforma aquele momento na coisa mais crível do mundo. Épico (tridimensional) por natureza, é uma experiência obrigatória em 3D, pois foi feito especialmente para ser visto em 3D. Apto até de mudar a sua percepção de ver cinema. Cinema de verdade! Ah, e Pandora é também a coisa (irreal) mais linda que já surgiu numa tela de cinema. Venceu os Globos de Ouro de filme (drama) e direção (James Cameron) e já desponta como favorito nas indicações ao Oscar;</p>
<p><strong>Dupla Menção Honrosa: </strong></p>
<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-656" title="11" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/11.jpg" alt="11" width="444" height="333" /><br />
</strong></p>
<p><strong>O Lutador (The Wrestler, EUA/França, 2008)</strong> de Darren Aronofsky tem estilo documental e sem os arroubos visuais vistos anteriormente em suas obras, mas é um nocaute sentimental para quem assiste. Não é piegas, nem dramalhão. Apenas é vida sem poesia, gente de carne, osso e lágrimas em estado bruto. A história de glória, o destempero e a derrocada de Mickey Rourke (indicado ao Oscar) cruza um pouco com a trama arrebatadora do próprio drama que venceu o Leão de Ouro em Veneza;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-657" title="love" src="http://script.blogueisso.com/files/2010/01/love.jpg" alt="love" width="444" height="668" /></p>
<p><strong>Eu Te Amo, Cara (I Love You, Man, EUA, 2009) </strong>de John Hamburg. Quem nunca quis ter um melhor amigo de todas as horas? Paul Rudd vai casar e descobre que não tem esse cara na sua vida. Mas encontra no sensacional Jason Segel. Fãs do Rush eles fazem jams (“Slapping the Bass!” &#8211; Dedilhando meu baixo!), bebem todas, conversam bobagens, falam sobre seus problemas e passam bons momentos juntos! Parece simples, mas é apenas isso é necessário para fazer uma amizade verdadeira, as pequenas e significativas coisas. Comédia inteligente, trilha sonora afiada e química perfeita no duo central. Tenho certeza que muitos se identificaram com a amizade verdadeira dos dois;</p>
<p><strong>Outras recomendações </strong>(sem ordem de preferência): <strong>Gran Torino </strong>(Idem, EUA, 2009) de Clint Eastwood; <strong>Star Trek </strong>(Idem, EUA, 2009) de J.J. Abrahams;<strong> É Proibido Fumar </strong>(Idem, Brasil, 2009) de Anna Muylaert; <strong>Anticristo</strong> (Antichrist, Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália/Polônia, 2009) de Lars Von Trier; <strong>Te Amarei Para Sempre </strong>(Time Traveler´s Wife, EUA, 2009) de Robert Schwentke;<strong> Simplesmente Feliz </strong>(Happy-Go-Lucky, Reino Unido, 2008) de Mike Leight; <strong>Se Beber, Não Case! </strong>(The Hangover, EUA, 2009) de Todd Phillips; <strong>Harry Potter e o Enigma do Príncipe </strong>(Harry Potter and the Half-Blood Prince, EUA/Reino Unido, 2009) de David Yates; <strong>Arraste-me Para o Inferno</strong> (Drag me to Hell, EUA, 2009) de Sam Raimi; <strong>Desejo &amp; Perigo</strong> (Se, Jie/Lust, Caution, EUA/Taiwan/China/Honk Kong, 2007) de Ang Lee; Menção dupla: <strong>Up – Altas Aventuras </strong>(Up, EUA, 2009) de Pete Docter &amp; Bob Peterson;<strong> Inimigos Públicos </strong>(Public Enemies, EUA, 2009) de Michael Mann;<strong> </strong></p>
<p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</strong><strong>&#8212;&#8212;&#8211;</strong></p>
<p align="center"><strong>OS PIORES FILMES DE 2008:</strong></p>
<p><strong>1.</strong> <strong>Veronika Decide Morrer</strong> <strong>(Veronika Decides to Die, 2009)</strong>, de Emily Young, adaptação do livro de Paulo Coelho. Ensaia um drama pesado sobre uma tentativa de suicídio, mas termina como uma bobagem (quase televisiva) em estado terminal. Tão simplista que se torna moribundo, já morreu e teima em não ser enterrado – ou chegar ao fim;</p>
<p><strong>2. Noivas em Guerra (Bride Wars, EUA, 2009)</strong> de Gary Winick. É uma comédia. Mas completamente sem graça. Qual é a vantagem de ver duas belas mulheres se pegando para saber quem vai casar primeiro? Guerra de bolo, cabelo pintado, bronzeamento artificial, gritaria e puxões de cabelo dão o tom do vexame para Kate Hudson e Anne Hathaway;</p>
<p><strong>3.</strong> <strong>Transformers – A Vingança dos Derrotados (Transformers – Revenge of the Fallen, EUA, 2009)</strong> de Michael Bay é como um cano de descarga furada de uma lata velha: faz muito barulho, tira nosso juízo e ainda prejudica o meio ambiente. Sem combustível (ou sem sentido?) e com o pneu furado (ou seria o roteiro?) fica no meio do caminho, sem destino entre uma história que quer (ou tenta) justificar origens, batalhas, vingança&#8230; Mero pretexto para uma explosão a cada 30 segundos num interminável longa de duas horas e meia!;</p>
<p><strong>4.</strong> <strong>G</strong><strong>.I. Joe: A Origem de Cobra</strong> <strong>(G.I. Joe: The Rise of Cobra, EUA/República Tcheca, 2009)</strong> de Stephen Sommers, leva às telas os brinquedos da Hasbro (antigos <em>Comandos em Ação</em>) sem nenhum brilho, que de tão fraco caberia até uma soneca, se não tivesse tanto barulho. Diluído entre bordões militares e <em>flashbacks</em> explodindo em clichês, não vale nem de brincadeira;</p>
<p><strong>5.</strong> <strong>O Dia em que a Terra Parou </strong>(<strong>The Day the Earth Stood Still</strong><strong>, EUA/Canadá, 2007) </strong>de Scott Derrickson. Uma terrível refilmagem do clássico B, de 1951, de mesmo nome, no qual a mensagem de paz (e ecos de guerra-fria) é substituída por um conteúdo tão oco quanto um pastel de vento. Se você é fã de Keanu Reeves, aprecia a beleza (e o talento) de Jennifer Connelly ou adora efeitos especiais, estas parecem ser as únicas desculpas (estúpidas) para arriscar isso aqui;</p>
<p><strong>6.</strong> <strong>Marido por Acaso (Accidental Husband, EUA/Reino Unido, 2008)</strong> de Griffin Dunne, é uma comédia romântica que apesar de<strong> </strong>Uma Thurman,<strong> </strong>é uma tremenda perda de tempo. Roteiro que abusa de piadas físicas e coloca a loira numa tremenda roubada ao desfazer o noivado por causa de um mal entendido no seu programa de rádio. Mal editado, cheio de furos e com problemas de tom (escorrega na comédia e não acerta no romance), não indico nem por acaso;</p>
<p><strong>7. Austrália (Idem, EUA/Austrália, 2008)</strong> de Baz Luhrmann. No início um clima tosco de comédia física toma conta da apresentação histérica dos personagens. Depois nos vemos no meio de um western implausível. Não terminou, porque entra em cena a sedução, ah o romance-chavão. Continua como um drama de guerra, e a emoção barata é o grande trunfo, acredite. Um novelão australiano que conjuga todas as características do kitsch;</p>
<p><strong>8. Anjos da Noite – A Rebelião (Underworld: Rise of the Lycans, EUA/Nova Zelândia, 2009)</strong> de Patrick Tatopoulus. A série nunca foi lá grande coisa e nessa pré-continuação chegou ao fundo da tumba! Vexame para o vampiro-mor de Bill Nighy, o lobisomen de Michael Sheen (fazendo pose de fortão) e a vampirinha safada de Ronha Mitra (de lábios arrebatadores!). Ainda temos defeitos especiais e uma fotografia tão escura que é um breu só, mas que serve pelo menos para esconder tanta porcaria na tela;</p>
<p><strong>9. Besouro</strong> (2009) é estréia decepcionante do premiado publicitário João Daniel Tikhomiroff. Os pontos altos são seus combates coreografados no ar, com o elenco puxado por cabos. Mas se apenas lutas nos céus e coreografias de capoeira fossem capazes de fazer uma obra no mínimo divertida, tudo seria ótimo. Capaz de fazer pouco mais de uma hora e meia demorar meio século, a obra de ação brasileira voa com o destino ao esquecimento, e de tão raquítica, bem que poderia se chamar apenas mosquito;</p>
<p><strong>10.</strong> Empatados, as continuações nacionais, que mesmo com um sucesso de público gigantesco, não passam de filmes formulaicos (e fraquinhos):</p>
<p><strong>Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas </strong>(2009), de José Alvarenga Jr., não é exatamente cinema. Está mais para um conjunto de quadros do extinto programa de TV que lhe deu origem. E menos inspirado que costumeiramente era tanto na própria TV, quanto no divertido primeiro longa;</p>
<p><strong>Se Eu Fosse Você 2 </strong>(2009) é apenas a repetição da fórmula de seu antecessor&#8230; Com suas incontáveis repetições de piadas (quase cópias de antigas comédias americanas) e clichês do gênero troca de corpos e comédias de situações. E ao que parece (infelizmente) não vai parar por aqui;</p>
<p><strong>Menção Desonrosa: </strong></p>
<p><strong>Lua Nova</strong> <strong>(New Moon, EUA, 2009)</strong> de Chris Weitz, não é um filme e sim uma febre, uma doença encharcada de romantismo (inócuo) e dilemas adolescentes diluídas numa trama sem gosto. Tão saborosa quanto um miojo ensangüentado, coisa que nem os vampirinhos bobinhos da trama são capazes de provar. Não tinha como ser pior que <em>Crepúsculo</em>, pelo conjunto de fatores, mas ainda é uma tremenda perda de tempo, onde roteiro infantil e atuações ruins nos dão a dimensão do quanto industrializados podem ser a literatura, o cinema, seus subprodutos e por consequência seu público;</p>
<p><strong>Não recomendados</strong> (sem ordem de não preferência): <strong>The Spirit – O Filme </strong>(The Spirit, EUA, 2008) de Frank Miller;<strong> Força Policial </strong>(Pride &amp; Glory, EUA, 2008) de Gavin O´Connor;<strong> Heróis </strong>(Push, EUA/Reino Unido/Canadá, 2009) de Paul McGuigan;<strong> Sexta-Feira 13 </strong>(Friday the 13th, EUA, 2009) de Marcus Nispel; <strong>Território Restrito</strong> (Crossing Over, EUA, 2009) de Wayne Kramer; <strong>Dia dos Namorados Macabros 3D</strong> (My Blood Valentine 3D, EUA, 2009) de Patrick Lussier; <strong>Jogo Entre Ladrões </strong>(The Code/Thick as Thieves, EUA/Alemanha, 2009) de Mimi Leder; <strong>17 Outra Vez </strong>(17 Again, EUA, 2009) de Burr Steers; <strong>O Leitor </strong>(The Reader, EUA/Alemanha, 2008) de Stephen Daldry;<strong> 2012 </strong>(EUA, 2009) de Roland Emmerich;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
<strong>*Daniel Herculano</strong> é estudante de Jornalismo. Crítico de cinema formado em cursos com Pablo Villaça (Cinema em Cena), Ruy Gardnier (Jornal O Globo/Contracampo) e Joaquim Assis (Roteirista). Graduado em Comunicação Social, é publicitário, produtor musical e assessor de comunicação. Atualmente escreve sobre cinema para a Revista O Grito (www.revistaogrito.com) de Recife-PE, e assina a coluna Listas em Cena no site Cinema em Cena (www.cinemaemcena.com.br);</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Anticristo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 06:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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Para mente, estômago e peito bem fortes
É um drama que pesa até na alma, mas Anticristo (Antichrist, 2009) de Lars Von Trier, é de arrepiar. Indicado à Palma de Ouro em Cannes, levou o prêmio de atuação feminina para Charlotte Gainsbourg, que visceralmente se entrega ao papel de uma mãe que perde o filho enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-641" title="Anticristo_" src="http://script.blogueisso.com/files/2009/12/Anticristo_.jpg" alt="Anticristo_" width="272" height="400" /></p>
<p><strong>Para mente, estômago e peito bem fortes</strong></p>
<p>É um drama que pesa até na alma, mas <strong>Anticristo (Antichrist, 2009)</strong> de Lars Von Trier, é de arrepiar. Indicado à Palma de Ouro em Cannes, levou o prêmio de atuação feminina para Charlotte Gainsbourg, que visceralmente se entrega ao papel de uma mãe que perde o filho enquanto fazia amor com seu esposo (Willem Dafoe). Mea culpa? Ah, pode esperar por uma sucessão de loucuras causada pelo trauma de se sentirem culpados pela morte do filho. Pode até ser incompreendidos por muitos, mas para quem tem mente, estômago e peito bem fortes, é excepcional.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-639" title="antichrist_1" src="http://script.blogueisso.com/files/2009/12/antichrist_1.jpg" alt="antichrist_1" width="410" height="173" /></p>
<p>Eles não têm nomes, são apenas ele (Willem Dafoe, ótimo) e ela (Charlotte Gainsbourg, visceral). O prólogo é uma sensacional conjunção de imagens belas, fortes (de tintas entre o sépia e o preto &amp; branco) e uma música clássica arrebatadora. Depois disso o delírio entra cabana adentro, local escolhido para repensar sobre a vida, enfrentar a tragédia, expor as dores e tentar curar os traumas. Já disponível para locação, é um exercício de estilo e insanidade de Lars Von Trier, que corajosamente não fez concessões nas cenas de sexo, violência e principalmente na automutilação.<br />
<strong>NOTA: 8,5</strong></p>
<p>DVD disponível para avaliação não constavam extras;<br />
<strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong>:</p>
<p>Diretor e roteirista <strong>Lars Von Trier</strong> venceu a Palma de Ouro em Cannes por <em>Dançando no Escuro </em>(2000) e o Grande Prêmio do Júri por <em>Ondas do Destino</em> (1996), também indicado à Palma de Ouro. Ainda pela Palma de Ouro concorreu com <em>Os Idiotas</em> (1998), <em>Dogville</em> (2003) e <em>Manderlay</em> (2005);</p>
<p>Outras recomendações com o elenco de <strong>Anticristo</strong><strong>: </strong></p>
<p><strong>Willem Dafoe </strong>indicado ao Oscar e Globo de Ouro de coadjuvante por <em>A Sombra do Vampiro</em> (2000) e ao Oscar de coadjuvante por Platoon (1986);</p>
<p><strong>Charlotte Gainsbourg </strong>venceu o César de coadjuvante em <em>Três Irmãs</em> (1999);</p>
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		<title>Ainda aqui!</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Dec 2009 11:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Desculpem a sumida, mas é tanta coisa acontecendo&#8230;
Enfim, estou revendo a Trilogia Karate Kid, em breve texto.
No cinema, Avatar! Nossa que loucura!
A lista dos melhores e piores do ano deve sair entre a primeria e a segunda semana de janeiro.
Até!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpem a sumida, mas é tanta coisa acontecendo&#8230;</p>
<p>Enfim, estou revendo a <strong>Trilogia Karate Kid</strong>, em breve texto.</p>
<p>No cinema,<strong> Avatar</strong>! Nossa que loucura!</p>
<p>A lista dos melhores e piores do ano deve sair entre a primeria e a segunda semana de janeiro.</p>
<p>Até!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Distrito 9</title>
		<link>http://script.blogueisso.com/2009/10/27/distrito-9/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 03:23:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Herculano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Apartheid do futuro
Distrito 9 (District 9, 2009) do estreante em  longas Neill Blomkamp é uma ficção científica. Tem cenas impressionantemente aceleradas. Na sua trama, alienígenas e humanos se enfrentam sem dó nem piedade, num derramamento de sangue digno do Dia D na Segunda Guerra Mundial. Mas apesar de todas essas características dignas de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Apartheid do futuro</strong></p>
<p><strong>Distrito 9 (District 9, 2009)</strong> do estreante em  longas Neill Blomkamp é uma ficção científica. Tem cenas impressionantemente aceleradas. Na sua trama, alienígenas e humanos se enfrentam sem dó nem piedade, num derramamento de sangue digno do Dia D na Segunda Guerra Mundial. Mas apesar de todas essas características dignas de um blockbuster hollywoodiano, não espere o comum! Esqueça os clichês! E não espere nada convencional dessa co-produção Nova Zelândia/EUA rodada quase toda na África do Sul. Nada de heróis indestrutíveis, piadinhas para quebrar o gelo ou exaltação aos EUA.</p>
<table style="border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="center">
<tbody>
<tr><!-- Borda --></p>
<td><img id="img_cartaz" style="border-width: 0px;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/6803/cartazes/district9_04.jpg" alt="" width="415" height="620" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Eu não tenho nem receio em aumentar as expectativas de ninguém, mas seu produto final apenas confirma que tudo aqui é simplesmente impressionante. Da história (corajosa) à realização. Ponto para o produtor Peter Jackson, mago por trás da multi-oscarizada Trilogia d´<em>O Senhor dos Anéis</em> (2001; 2002; 2003), que apostou na história do novato Blomkamp.</p>
<p>Para começar a nave dos extraterrestres não pousa em nenhum lugar doa EUA, e sim em Joanesburgo, África do Sul. Ao invés de ataques, são refugiados e se encontram desnutridos. E são muitos. O governo cria então o <strong>Distrito 9</strong>, onde humanos não são bem vindos. Uma multinacional é contratada para controlar os alienígenas, mas na tentativa de deslocá-los para um novo campo de concentração, o burocrata transformado em agente de campo Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley) começa a ter problemas em fazer o seu trabalho ao ter um contato mais que imediato.</p>
<table style="border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="center">
<tbody>
<tr><!-- Borda --></p>
<td><img id="img_foto" style="border-width: 0px;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/6803/fotos/district9_14.jpg" alt="" width="415" height="232" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois de uma pequena introdução em estilo jornalístico e documental, prepare-se para mais de uma hora e meia de tensão ininterrupta, sem tirar de dentro. O espectador é arremessado ao campo de guerra. E enquanto o sangue explode nas lentes das câmeras – como se fora em seu rosto – a câmera (viva) na mão registra o ódio subindo pelas tabelas. É apenas a constatação do fim da sociedade, sem direito a diferenças de raças, como um apartheid alienígena, ou mesmo de um futuro próximo. Sua violência em massa é legitimada pelo ódio escorrendo em cada ação, ao próximo. Humanos Vs. Ets. O racismo intermitente e o clima de guerra são apenas movimentos necessários para uma tentativa de grandes lucros para uma Empresa multinacional.</p>
<p>Algo mais doloroso? Sim. Nada disso se justifica.</p>
<table style="border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="center">
<tbody>
<tr><!-- Borda --></p>
<td><img id="img_cartaz" style="border-width: 0px;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/6803/cartazes/district9_02.jpg" alt="" width="415" height="622" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Composto de um elenco de ilustres desconhecidos, seu protagonista é a excelente revelação Sharlto Copley, que lembra fisicamente Viggo Mortensen. Impossível imaginar um astro na pele de Wikus, passando o que ele passou. A constatação da materialização de um material tão brutal quanto real, quando se trata da segregação racial é outra fantástica surpresa, com seu roteiro duro, inteligente e corajoso. Aqui não tem nada bonitinho, tudo é sujo e possivelmente real. Se antes eram os negros, agora os atingidos são os Ets, pejorativamente chamados de “camarões” pelos humanos.</p>
<table style="border-collapse: collapse;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="0" align="center">
<tbody>
<tr><!-- Borda --></p>
<td><img id="img_foto" style="border-width: 0px;" src="http://www.cinemaemcena.com.br/filmes/6803/fotos/district9_02.jpg" alt="" width="414" height="221" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entra em qualquer lista de melhores, se de ficções pensantes, material à frente do seu tempo ou mesmo que tem coragem de falar apenas a verdade: que o seu humano não cansa de ser egoísta, mesquinho, medroso e preso a qualquer tipo de amarras, sejam elas sociais, financeiras ou psicológicas. Medo. Tenha muito medo do futuro. Mas hoje reafirmo: num ano de poucas novidades na tela grande, <strong>Distrito 9</strong> é um dos melhores, até aqui.<br />
<strong>NOTA: 9,5 </strong><br />
<strong>INFORMAÇÕES ESPECIAIS</strong>:<br />
O produtor <strong>Peter Jackson </strong>venceu o Oscar de filme e direção por<strong> </strong><em>O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei</em> (2003).<strong> </strong>Assinou ainda <em>King Kong (</em>2005), <em>Os Espíritos</em> (1996) e <em>Almas Gêmeas</em> (1994);</p>
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