Che: Parte I (O Argentino) e Che: Parte II (A Guerrilha)
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A formação de um mito
A primeira parte da cinebiografia de Ernesto Che Guevara assinada por Steven Soderbergh, Che – Parte I (Che – Part One, 2008) deu a Benicio Del Toro o prêmio de melhor ator em Cannes no ano passado. Mais que merecido, sem ele o drama seria manco, surdo, mudo e sem sentido, ele É O FILME.

Dotado de um grande (e bom) elenco, incluindo Rodrigo Santoro, Catalina Sandino Moreno, Jorge Perugorría e Julia Ormond, todos com pouco tempo na tela, exceto por Demián Bichir como Fidel Castro, mas que parecem pequenos, frente ao gigante Che de Benício Del Toro.
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Com uma (ótima) fotografia crua, Che – Parte I carece um pouco de ritmo, raspando na lentidão, exigindo assim do espectador uma maior atenção. Mesmo com interessantes idas e vindas no tempo (e seus fatos históricos), como forma de moldar o caráter do seu protagonista e toda sua dura formação, existe ao fim um sentimento incompleto da história, onde só testemunharemos por completo quando o segundo capítulo chegar.
NOTA: 7,0
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Triste fim
Steven Soderbergh pensou na história de Erneste “Che” Guevara como um grande longa, mas a necessidade do mercado internacional o fez dividir a história em duas partes, transformando uma grande obra em dois filmes distintos. Não pela qualidade ou técnica, mas pelos estilos, abordagens e com os próprios temas. Enquanto o primeiro (Che: Parte I – O Argentino) – entre idas e vindas no tempo – construía vibrantemente um mito, Che: Parte 2 – A Guerrilha (Che – Part 2: Guerrilla, 2008) elabora um triste fim para um bravo guerrilheiro. É penoso, quase sem cores, mas com excepcional interpretação de Benicio Del Toro (melhor ator em Cannes) e de clima ofegante, real. Da decisão entre Fidel Castro e Che de inserir uma nova política revolucionária a desastrosa invasão à Bolívia. Dá até vontade de chorar com tanto sofrimento.
Nota: 6,5
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INFORMAÇOESPECIAIS:
Quando estreou no Festival de Cannes em 2008, o filme de Steven Soderbergh era um só Che, com os capítulos O Argentino (Parte I) e O Guerrilheiro (Parte II) num total de quase 5 horas de duração. Para o mercado internacional editaram o longa, dividido em duas partes distintas. Alguns países adotaram os subtítulos para as partes I e II, respectivamente O Argentino (duas horas e onze minutos) e O Guerrilheiro (duas horas e catorze minutos), o qual não é o caso do Brasil;
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O diretor Steven Soderbergh ganhou o Oscar de direção por Traffic (2000) e a Palma de Ouro em Cannes por Sexo, Mentiras e Videotape (1989). Assina também Irresistível Paixão (1998) e a Trilogia 11, 12 e 13 Homens e um Novo Segredo (2001; 2004; 2007);
O ator Benicio Del Toro ganhou o Oscar, Globo de Ouro e Urso de Prata em Berlim de coadjuvante por Traffic (2000) e indicado por 21 Gramas (2003);
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