Script – Daniel Herculano

Só mais um blog do BlogueIsso! Blogs

Che: Parte I (O Argentino) e Che: Parte II (A Guerrilha)

outubro19

A formação de um mito

A primeira parte da cinebiografia de Ernesto Che Guevara assinada por Steven Soderbergh, Che – Parte I (Che – Part One, 2008) deu a Benicio Del Toro o prêmio de melhor ator em Cannes no ano passado. Mais que merecido, sem ele o drama seria manco, surdo, mudo e sem sentido, ele É O FILME.

Dotado de um grande (e bom) elenco, incluindo Rodrigo Santoro, Catalina Sandino Moreno, Jorge Perugorría e Julia Ormond, todos com pouco tempo na tela, exceto por Demián Bichir como Fidel Castro, mas que parecem pequenos, frente ao gigante Che de Benício Del Toro.

Com uma (ótima) fotografia crua, Che – Parte I carece um pouco de ritmo, raspando na lentidão, exigindo assim do espectador uma maior atenção. Mesmo com interessantes idas e vindas no tempo (e seus fatos históricos), como forma de moldar o caráter do seu protagonista e toda sua dura formação, existe ao fim um sentimento incompleto da história, onde só testemunharemos por completo quando o segundo capítulo chegar.

NOTA: 7,0

Triste fim

Steven Soderbergh pensou na história de Erneste “Che” Guevara como um grande longa, mas a necessidade do mercado internacional o fez dividir a história em duas partes, transformando uma grande obra em dois filmes distintos. Não pela qualidade ou técnica, mas pelos estilos, abordagens e com os próprios temas. Enquanto o primeiro (Che: Parte I – O Argentino) – entre idas e vindas no tempo – construía vibrantemente um mito, Che: Parte 2 – A Guerrilha (Che – Part 2: Guerrilla, 2008) elabora um triste fim para um bravo guerrilheiro. É penoso, quase sem cores, mas com excepcional interpretação de Benicio Del Toro (melhor ator em Cannes) e de clima ofegante, real. Da decisão entre Fidel Castro e Che de inserir uma nova política revolucionária a desastrosa invasão à Bolívia. Dá até vontade de chorar com tanto sofrimento.

Nota: 6,5

INFORMAÇOESPECIAIS:

Quando estreou no Festival de Cannes em 2008, o filme de Steven Soderbergh era um só Che, com os capítulos O Argentino (Parte I) e O Guerrilheiro (Parte II) num total de quase 5 horas de duração. Para o mercado internacional editaram o longa, dividido em duas partes distintas. Alguns países adotaram os subtítulos para as partes I e II, respectivamente O Argentino (duas horas e onze minutos) e O Guerrilheiro (duas horas e catorze minutos), o qual não é o caso do Brasil;

O diretor Steven Soderbergh ganhou o Oscar de direção por Traffic (2000) e a Palma de Ouro em Cannes por Sexo, Mentiras e Videotape (1989). Assina também Irresistível Paixão (1998) e a Trilogia 11, 12 e 13 Homens e um Novo Segredo (2001; 2004; 2007);

O ator Benicio Del Toro ganhou o Oscar, Globo de Ouro e Urso de Prata em Berlim de coadjuvante por Traffic (2000) e indicado por 21 Gramas (2003);

posted under Cinema

Email will not be published

Website example

Your Comment: